Quem fica em casa a maior parte do tempo, ou que é tão entendiado quanto eu quando senta na frente da televisão e fica zapeando os canais, já deve ter visto um tipo de programa independente na RedeTv! chamado Hiper QI.
É um programa basicamente de jogos, onde um apresentador chama os telespectadores a participarem das brincadeiras de adivinhações mais non sense que já existiram, ou seja, é pior que "Fantasia" do SBT.
Já faz um tempo que eu percebi essa jóia rara. Aliás, eu fiquei de boca aberta com a criatividade desse pessoal. O programa é basicamente uma moça bonita na frente de uma câmera com uma música de suspense ao fundo, pedindo, clamando, implorando a participação das pessoas através de um número de telefone celular - que por sinal é interurbano. É constrangedor. De tanto constrangimento, após o período em que fiquei boquiaberta, tasquei um dvd para tapar o buraco negro que havia ficado na minha cabeça observando.
Se fosse pelo programa, tudo bem, coisas toscas existem e sabemos muito bem disso. Mas o cúmulo da tosquice é quando você precisa ajoelhar na frente das câmeras para tentar convencer uma alma a participar do que você está propondo. E o que estava em jogo eram valores consideráveis como milhares de reais em barras de ouro. E ninguém ligava para participar. Não pela dificuldade da coisa, mas pela tosquice, mesmo por que não é preciso ter um "Hiper QI" para conseguir achar a palavra "LEÃO" em uma palavra cruzada. Enquanto isso, a música de "Jack, o Estripador" aumentava e aumentava.
Hoje, quando fazia meu exercício matinal de zapear pelos canais, vi uma das apresentadoras do programa dizendo:
- Ok. Você não vai ligar? Quero que você ligue.
(Após dois minutos observando a câmera sem nenhuma reação...)
- Tô esperando. Não tenho pressa. Não tenho nada o que fazer mesmo.
(O que sabemos, pois se tivesse algo pra fazer não estaria no Hiper QI.)
Bom, resultado da ópera é que o programa citado aqui é campeão de reclamações, o que fez surgir até um site contra o mesmo:
Você aí que lê esse gentil e humilde blog, saiba que continuarei blogando nesse aqui, mas fiz um blog com cheirinho de carro novo. Vai ser gostoso entrar nele! E comentar também!
"A atriz Dercy Gonçalves completou 101 anos oficiais, segundo seu registro de nascimento, nesta segunda-feira (23). Mas, para quem a pergunta, ela diz que completou 103 anos. Já o cabeleireiro Julinho do Carmo, amigo de Dercy e responsável pelo bolo da festa de ontem, no apartamento da atriz no Rio, diz que ela tem 102.
A idade correta de Dercy é uma incógnita. Ano passado, ela comemorou 100 anos em uma grande festa em São Paulo, já que o registro de seu nascimento diz que ela nasceu em 23 de junho de 1907. "
Quer um clichê? Falar da Dercy. Eu gosto dela, acho o máximo a lucidez e tudo mais. Tanto que somente ela e o Kajuru conseguiram vencer da máquina da verdade do tio Silvio Santos (Nada Além da Verdade). Ou seja, se você não lembra o que fez o verão passado, ela lembra o que ela fez na Era do Gelo até. Mas com certas notícias nem temos que nos dar o trabalho.
É meio louco pensar que quando ela nasceu, o Hitler ainda era um menininho alemão sendo zoado na escola e ainda existiam escravos remanescentes pelas fazendas. Incrível. Dercy realmente deveria ser tombada como patrimônio histórico e cultural, já que se continuar do jeito que está, nem a morte tomba a nossa querida Dercy. E que continue assim!
Ps:. Se você tem queda pelo humor negro, bem sabe que a Dercy já rendeu muitas piadas. Se quiser dar uma de curioso, a desciclopédia tem um artigo muito do mal. http://desciclo.pedia.ws/wiki/Dercy_Gon%C3%A7alves
Como vocês já devem ter percebido, a novela Pantanal, que foi exibida pela extinta Manchete, está sendo reprisada pelo SBT. Pelo visto, foi o tiro de misericórdia do tio Silvio para não cair para o "tracinho" no Ibope no horário nobre.
Sabemos que a programação do Sistema Brasileiro de Televisão ultimamente andou caindo pelas tabelas. Antes, a salvação da rede de tv eram os trunfos da Televisa, como produções que já renderam pelos pontos como a trilogia das "Marias" de Thalia e "A Usurpadora" - que sempre são re-utilizadas aliás. Agora que a parceria com a emissora mexicana se findou, o "step" da programação são novelas nostálgicas. Sem contar as decisões impulsivas que Senior Abravanel tem tido com sua emissora, como se os programas no ar fossem apenas pilotos de teste.
Muita gente assiste quantas vezes puder e gosta, tanto que a audiência do SBT no horário de Pantanal foi triplicada. O que prova mais uma vez que o telespectador está anda vez menos exigente e mais acomodado, contrariando a teoria de que o consumidor quer qualidade. Não. O consumidor quer distração, apenas. Mais ou menos como:
- Querida, cheguei. - Oi amor, vamos em um restaurante japonês? - Bem que eu queria e até poderia pagar, mas vamos comer o que tem na geladeira mesmo. - Só tem ovo. - Então frita um aí e a gente come.
Só que, ao invés de você comer ovo frito, você poderia estar comendo um delicioso barco de sushis. Ao invés de você estar consumindo novelas que foram sucesso à vinte anos atrás, você poderia estar assistindo a algo que acrescente em algo de fato. Além do fato da televisão brasileira ser preguiçosa e sem criatividade em sua maioria, ainda apela para ter público.
Desde a estréia de "Pantanal", o SBT dá recados durante todo o dia, seja em programas infantis ou no final da tarde. "Hoje, depois da novela da Globo, troque de canal e veja a novela Pantanal".
Você pensando que uma emissora que convida seus telespectadores a trocarem de canal - e cita o nome da emissora, como se fosse uma regra - já deve ser um absurdo, imagine agora as circunstâncias.
Existe hoje um controle de classificação de programas de tv impróprios para menores de tal faixa etária, porém, os convites a assistir a novela Pantanal são levadas ás crianças que assistem Yudi e Priscila na programação matutina. Não, a novela não é Chiquititas. Só se essas Chiquititas tivessem crescidas e andassem seminuas pela cidade de Buenos Aires, como é o caso das mulheres em Pantanal. Sem nexo, não?
Não tomo partida de nenhum canal aberto. Porém, quando existe o poder de formar opinião em massa, é preciso exigir o mínimo de bom-senso. O segundo porém dessa história toda é que, para que isso aconteça, o público que acata todas essas mudanças de programação e programas reciclados (por pura falta de criatividade e também exigência vinda do consumidor de televisão) tenha consciência de que o lixo que é colocado goela abaixo só é engolido se for de sua vontade.
Americanos, britânicos e afins adoram ficar anos pesquisando e votando para montar listas intermináveis sobre os melhores "algos de alguma coisa". Devem deixar até de comer e dormir por conta disso. Foi divulgado ontem a lista dos melhores filmes do século em vários gêneros. Veja se você concorda, ou não.
Pela primeira vez concordo com mais de 80% em uma lista alheia. Fato histórico.
Agora é última tendência em São Paulo. Ter obras dos principais artistas de todos os tempos roubadas dos principais museus da cidade é extremamente fashion. Para e repara. Em menos de um ano foram roubadas telas de Portinari, Picasso e mais recentemente, Di Cavalcanti e Lazar Segall, cujo valor estimado é mais de um milhão de dólares.
O mais interessante é que os administradores destes museus não tiveram o bom discernimento de parar para pensar: "Temos que colocar alarmes nesta joça, senão estamos na roça". Não, os quadros estavam lá, dando sopa. Meu pôster do Michael Jackson está colado no meu quarto a durex, quase como o quadro do Di Cavalcanti estava, toscamente vulnerável. Qualquer um poderia realmente tirar o parafuso, embalar na sacola e sair andando como se nada tivesse acontecido, como madame que acabou de sair da Arezzo.
Agora me digam. O que adianta só decidir colocar alarmes de segurança depois que já teve roubo? Seria quase a mesma coisa de que o pai só trancasse a filha em casa depois de ter ficado grávida.
Impressionante também como toda a ação dos ladrões foram filmadas nas câmeras de segurança e não tinha ninguém monitorando. Deveriam estar vendo o "vale a pena ver de novo". Ou estavam ocupados demais brincando de "stop!" entre eles.
A Interpol foi avisada do roubo, assim como as forças internacionais. Mas, da maneira que anda a carruagem, seria melhor chamar o Indiana Jones mesmo. Como sabemos que não vamos ter o quinto filme da série - Indiana Jones e o mistério de Picasso - melhor chamar o Mr. Bean.
Se Pablo Picasso, Lazar Segall e Di Cavalcanti estivessem vivos, com certeza teriam um bloqueio criativo coletivo.
Houve um tempo em que as pessoas ouviam créu, cortavam suas roupas e iam para a balada. Desde então, as idéias de gerações passadas, que lutavam pela igualdade e para uma liberdade de expressão "antes" restrita, parece que se dissolviam assim como o remédio para dor de cabeça que se efervece na água.
Não que esta liberdade tão almejada tenha sido inutilizada, não, prova disto é que a liberdade se tornava cada vez mais libertina. Quanto mais escolas surgiam, menos cérebros cresciam e assim por diante, nada era racional. Por debaixo de suas camisas não cicatrizavam feridas provocadas a queima roupa. Não. O sangue, que era demasiado, não se estancava a tempo e nem com ajuda.
O céu demonstrava tanto amor quanto ódio, e o Sol parecia ferver os ânimos dos indivíduos. O suor, a carne, e a inconsequência era o centro da ciranda da população. Os dirigentes, os monarcas-ditadores, preferiam dar tapas com luvas de boxe, ao invés de apagar o fogo e acalmar o caos. Talvez por isso ele tenha se instalado na raiz da sociedade.
Nestes tempos, a mulher se tornava ao mesmo tempo independente e vislumbrada com as modernidades em que poderia desfrutar. Porém, mal viam elas que, suas mini saias e volúpia poderiam fazer suas "ancestrais", que lutaram pelo devido valor e igualdade entre os homens e mulheres, se revirarem no túmulo. O valor desejado se perdeu, então. Como sua razão. Bons tempos aqueles em que poderíamos comer uma melancia e chupar uma jaca sem malícias.
Não posso mentir. Nunca existiram tempos corretos para nada, nossa história era como um livro de colegial caído no bueiro. Mas nunca também como naqueles tempos os jornais foram tão dramáticos e vistos. As novelas perderam sua audiência para os casos que jamais outrora ousaríamos pensar que fossem possíveis. Quem matou? A novela de fato, se tornou vida real e a vida um espetáculo de holofortes que nos cegaram talvez definitivamente.
Após um tempo de calmaria, talvez, nós tomamos mais uma dose do Soma* e nos entorpecemos de bobagens e porcarias. Não poderíamos fugir disso, pois apenas encontraríamos conforto no colo de cabeças pensantes em extinção. Não me recordo de tudo por que o que nos alucinou dentro daquela caixa luminosa nos lavou os neurônios e deu descarga. Por isso, decidimos por deitar e esperar o próximo dia.
* Continua.
*"remédio" alucinógeno tomado pelos seres alfa e beta clonados no cenário do livro "Admirável Mundo Novo", de Aldous Huxley.
Nunca vi um episódio de "Sex and the City". Talvez isso me torne "alienada", visto que sou uma mulher e tenho vinte anos - ou pelo fato de minha tv a cabo ter vencido e não renovado. Sabendo que hoje você pode se interar sobre episódios de seriados que nem estreiaram no circuito norte-americano através da internet, é realmente uma coisa além do anormal.
Não sei. O nome, quem sabe, não me atingiu. Nem tanto as atrizes. A única que eu conheço razoavelmente é Sarah Jessica Parker, a protagonista, de filmes como Ed Wood e pelo fato de ser casada com Matthew Broderick. E só.
Fiquei sabendo do filme, e também não vi nexo em assistir. Curiosidade não falta, lógico, mas só descobri que o nome da personagem principal é Carrie e que ela casaria com um tal de Mr. Big através da sinopse do filme que eu li semana passada.
Seria como ver Indiana Jones 4 sem ter visto a trajetória do personagem com os outros três filmes. O bolo ficaria sem a cereja.
Você aí, que viu todos os episódios da série, sabe todas as falas, nomes de personagens e tudo mais, quem sabe possa me interar um pouco sobre. Segundo uma revista - que não tenho certeza o nome - Sex and the City foi o precursor da mulher "moderna", ou seja, um outro estágio de libertação feminina, até mesmo sexualmente falando (existe uma personagem ninfomaníaca na série) e a independência em relação aos homens.
Quem sabe, desta vez, não seja só o mérito de um simples seriado americano. O modelo da mulher independente, ainda que pobre de estruturas firmes, é com certeza o que está em voga. Mulheres são os "homens da casa", saem para "badalar" sem remorsos, se casam mais tarde e decidem se têm filhos ou não. Sem entrar muito além na temática feminista, me desculpem, as mulheres já queimaram seus sutiãs ha um belo tempo atrás.
Como tudo na vida e principalmente na televisão, a ideologia que Sex and the City passa, ao meu leigo ver, é desse tipo de mulher independente, que não sente falta do homem a não ser para sexo. Porém, não se assuste se, por acaso, você não sentir uma vontade louca de passar em alguma loja de roupas logo após sair da sessão de cinema. A independência tem destas coisas.
Música até o Infinito - Entrevista com Arthur Joly!
A seguir, uma entrevista que eu fiz com Arthur Joly, um cara super bacana que me respondeu algumas perguntas - e vale muito a pena ouvir o som dele, aliás. Ela foi publicada nesta semana no jornal do campus da minha faculdade, mas aqui vai ela na íntegra. Enjoy!
Música até o infinito
O produtor musical e multiinstrumentista Arthur Joly fala sobre sua música, projetos e influências
Por Letícia Cruz
Dub, jazz, rock, o inusitado reggae e muita descontração. A música do produtor musical e "multi-artista" Arthur Joly parece ser um oásis no meio do caos radiofônico de hoje.Produtor musical dos desenhos animados da MTV Brasil – dentre outros projetos – e também de artistas consagrados como Elza Soares e Paulo Ricardo, Joly fala sobre originalidade musical, a gravadora a qual fundou, a divulgação de álbuns on-line e seus projetos futuros.
Arthur, como surgiu para você a vontade de trabalhar com música? Foi algo que veio de raiz ou você acabou descobrindo isso sozinho?
Joly - Sempre gostei de música. Desde pequeno. Comecei a tocar guitarra com 14 anos. Tive minha primeira banda com 15. Descobri que poderia trabalhar com música em 1999, ao fazer minha primeira trilha comercial. Até então, levava a música como um lazer, fazia faculdade de propaganda na ESPM e trabalhava na MTV. Achei que ia ser publicitário de agência.
Com isso veio a gravadora que você fundou, a RecoHead. Segundo você mesmo, foi resultado de muita luta para que funcionasse de fato. Disponibilizar as músicas online para download é peça fundamental atualmente para divulgar o trabalho?
Joly - A Reco-Head existe, pois não conseguia mais depender dos outros para realizar minhas coisas. Resolvi abrir minha própria gravadora para lançar os meus discos. Hoje em dia disponibilizar as músicas on-line funcionam para mim. Isso porque a Reco-Head é muito mais um braço da minha produtora do que uma empresa rentável. Com o MySpace, Youtube e até o site da Reco, conseguimos fazer com que nossa música chegue nas pessoas com mais facilidade. A distribuição e a quantidade de discos que prensamos não é suficiente para abastecer muitas lojas.
Sua música mistura batidas pop, com arranjos muito bem estudados - que não caem na pieguice - e elementos eletrônicos. Quais são as suas influências musicais?
Joly - Antes de tudo, os Beatles. Depois, milhares de outras coisas. Sou pesquisador, gosto muito de procurar coisas novas ou antigas e entender o que se passa em cada produção.
Acho que hoje em dia eu não escuto música como um mero apreciador. Eu já escuto imaginando o que se usou para produzi-la, os instrumentos usados, o arranjo, a masterização. E isso me faz achar que a cada dia eu aprendo uma coisa nova e que isso vai ser assim, infinito, até o fim da minha vida.
Seu trabalho, tal como seus projetos, são considerados como estilo "Pop", mas com idéias muito diferenciadas do que hoje ouvimos no rádio, o que dá o toque original das músicas. Você acha que a música brasileira hoje é carente de originalidade e exagera no teor comercial?
Joly - Acho. Na maioria das vezes. O problema é que existem modelos de música Pop impostos pelo mercado. É mais fácil uma banda brasileira fazer sucesso imitando uma banda americana que fez sucesso seis meses atrás. É um produto, como um pacote de biscoito. Tem quem compre. Mas fico feliz que isto esteja mudando. Não sou a favor da pirataria, mas sou contra os métodos que até pouco tempo atrás estavam sendo utilizados pela indústria fonográfica.
Como surgiu a chance de você participar do projeto da "Drogaria de Desenhos Animados", o departamento de animação da MTV Brasil, onde você é sonoplasta?
Joly - Trabalhei como estagiário na MTV de 1998 até 1999. Depois virei produtor de programa e saí de lá para trabalhar com música. Logo depois fui chamado para sonorizar programas, aberturas, VMBs. Um certo dia apareceu a Mega-Liga. Começamos o projeto e não paramos até hoje. Sou muito amigo e fã do Pavão e do Thiago, desenhistas. Depois da Mega-Liga veio o Fudêncio, The Jorges e Rockstar Ghost. Se depender de mim, farei muitas e muitas trilhas para eles. Gosto muito de sonorizar desenhos animados.
Produzir um álbum, e produzir a trilha sonora para televisão são coisas muito distintas?
Joly – Sim. Um álbum é uma coisa eterna, como um quadro. Leva-se um ano ou mais para conceber, produzir e lançar um disco. Trilhas sonoras geralmente não têm prazo apertado e seguem uma referência imposta pelo diretor.
É um tipo de arte, mas não se pode comparar a um álbum.
Você é autor do hit virtual "O Gago", que é freqüentemente utilizado pelo "Pânico" aliás. Como surgem as idéias para compor uma música com letras tão peculiares, que misturam elementos curiosos e interessantes, como expressões em francês por exemplo? É mais uma descontração?
Joly - Sim, as letras surgem do nada para mim. Neste caso compus esta letra como se fosse uma frase normal e ela não cabia no compasso. Repeti algumas sílabas e dei o nome da música de "O Gago". Foi um acidente. É bem uma descontração, principalmente nesse álbum, assim como foi no álbum do Jumbo Elektro, que eu produzi.
Na sua opinião, os músicos que se levam e levam suas músicas muito a sério acabam caindo na "mesmice" sonora?
Joly - Muitas vezes sim, concordo.
O que mais te satisfaz profissionalmente? Produzir suas próprias músicas ou as músicas de outros artistas? Existe esta distinção?
Joly - Gosto de produzir minhas coisas acima de tudo. Produzir coisas dos outros para mim só é legal quando eu posso colocar minha personalidade sonora, como, por exemplo, assinar um disco como produtor, participar da concepção da obra, etc, ou quando recebo bem pelo trabalho, afinal, vivo de música.
Falando nas suas produções, qual ou quais artistas com quem você se sentiu orgulhoso e gostou de trabalhar?
Joly - Elza Soares, uma aula, uma pessoa fora do comum. Jumbo Elektro, grandes amigos. Paulo Ricardo, com quem produzi a música do Big Brother, um ótimo cantor, roqueiro que viveu coisas que poucos viveram. TchucbandioniS, banda extinta, a mais legal em que estive. Todos os artistas da Reco-Head ... Fabio Góes...
Seu último trabalho, o disco "Jolyman" - que mistura elementos Dub e Jazz - também flerta com o Reggae. É interessante para o artista se experimentar dentro de diversos estilos?
Joly - Sim. Acho muito legal. Vou lançar cinco discos com meu nome. Estou produzindo o terceiro, vai ser um disco de Moog Music, que pe música eletrônica dos anos 60. Depois farei um de Funk. Minha vontade é entender, pesquisar e ir fundo em diversos estilos musicais. Acho isso muito legal, intrigante, facinante e infinito. Sou muito feliz com o que faço. Pretendo deixar muita coisa no mundo... Ainda estou no começo.
Você sempre quis conhecer o perfil de quem cuidará do futuro do nosso planeta? Pois é. Esqueça pesquisas de IBOPE, Fantástico e o escambau. Nós interrogamos uma jovem da era do império MSêNico sobre questões políticas, sociais e culturais. Sem cortes. Veja só no que dá. (Ou não).
Glândulas, hormônios, odores. Não adianta, por mais que você negue, você fede também. Só que existe a distinção de quem fede querendo e fede não querendo.
Com certeza, você já passou pela seguinte situação: Você, apressado, levanta, toma aquele banho, toma seu café, se troca e sai de casa. No caminho, geralmente no ônibus - onde a situação é preta muitas vezes - você se lembra de que esqueceu alguma coisa, só não sabe o que. É quando você é forçado a segurar no ferro do ônibus com o braço levantado para não cair, e percebe que daqui uma ou duas horas nem você nem os outros vão aguentar ficar perto. Quando chega no trabalho, dá aqueles abracinhos tímidos e, depois que as horas passam, você começa a alegar aos colegas que não chega muito perto por que pegou uma gripe horrível quando tomou um vento mal-intencionado de manhazinha.
Esquecer o desodorante é uma situação clássica. Tão clássica como esquecer as chaves, não passar cotonete e afins. Mas, se você parar pra pensar, é tudo o que você menos pode fazer, afinal, quando você assiste televisão é um bombardeio de anti-transpirantes. É homem-chocolate aqui, é mulher atrás de um "avanço" ali. Tem gente que deve pensar que um desodorante de chocolate faz as mulheres terem vontade de morder nádegas alheias.
A Folha de São Paulo de hoje trouxe essa temática, e nada mais justo. O cidadão paulista no horário do rush que o diga. Inclusive, seja no ônibus, metrô, lotação, ou na rua nos horários críticos, deviam ser distribuídas máscaras de oxigênio de alto poder de proteção. Ou, pra quem gosta de cortar o mal pela raiz, que um caminhão de Rexona Powder seja tombado todos os dias no centro. Isso por que um frasco é quase quinze reais. Preços populares para o Anti-transpirante já!
Estou no quinto parágrafo desse texto e parei pra pensar. Esse texto não tem mais espaço para o nonsense, de tanto que já superou os limites da falta de nexo.
Afinal, não é da minha conta se você soa. Mas indo mais longe ainda, é meu problema sim. Uso ônibus e metrô. E uso Rexona. Por mais que eu tenha o nariz entupido pela rinite, costumo sentir cheiros impróprios para quem acaba de acordar, além do hálito. Não é nada legal.
Superando os limites da "retruquice" eu digo: Sem tutoriais sobre as diferenças de desodorante e anti-transpirante, mas com uma lição. Não usar desodorante deveria pesar na consciência das pessoas quanto fumar em lugar impróprio. Ou seja, sempre terá alguém sentindo o seu cheiro nada agradável passivamente.
Pena que não dá pra colocar aquelas fotos de impacto como as do verso das embalagens de cigarro em quem faz questão de ter catinga, não seria nada mal.
Ps:. Este Post não teve fins lucrativos e/ou publicitários. Ou seja, não ganhei nada em fazer comercial da Rexona. Droga.
Quantos casos ultimamente você tem visto de motoristas que andam na contra-mão em rodovias e avenidas de grande circulação, ein?
Não é difícil saber. Ontem pela madrugada uma mulher foi pega andando na contra mão na Imigrantes, quando estava indo rumo ao litoral. Segundo ela mesma, o motivo disso foi por que ela ão tinha dinheiro para o pedágio, e voltou da mesma mão em que seguia.
Estão dizendo por aí que a tal mulher é bipolar, ela até mordeu um policial quando estava sendo presa. Fico pensando. Bipolar deve ser quem deu a carteira de habilitação para ela. Tem mais nexo.
Crimes no trânsito geralmente têm uma ferramenta muito "útil": ter doenças mentais. Nessa semana foi noticiado um caso de uma briga de trânsito em que uma das partes envolvidas desceu do carro com uma barra de ferro e espancou um rapaz, pai de família, na presença dos filhos. Mais uma vez, o criminoso tinha doenças mentais.
Vendo tudo isso concluo que está muito certa a teoria de que o trânsito de São Paulo hoje deixa qualquer um louco de pedra.
Você vê hoje, "pentes finos" que o Detran faz em auto-escolas para detectar quem comprou a carteira de habilitação ou não, porém, não vê testes psicológicos para esses mesmos motoristas. Tem mais louco no trânsito do que no manicômio, minha gente.
Além de todos os "obstáculos" que o motorista hoje encontra para andar nas ruas e rodovias - trânsito, pedágio, estradas esburacadas...- tem que ter essa novidade agora: motorista que acha que a Imigrantes é autorama.